Mostrando postagens com marcador Poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poema. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Navalha

por Ju Blasina
Vou te cortar lentamente
Com a lâmina das minhas angustias
Pouco afiada – mal mirada – dor alargada
Vou te cortar diariamente
Lenta e eternamente
Deixo a ti, a porta aberta
Deixo a ti, a chave incerta
Fecho os olhos, pouco alerta
Prendo a inspiração e a respiração
Ainda sinto o cheiro da tua transpiração
Tu não partes
Junta as partes e permanece ali
Preso a mim, presa a ti
Cordeiro do sacrifício
E novamente te toco
Como ferro em brasa
Penetro – faço de ti minha casa
Te mordo, te marco, te sofro, te rasgo
Pouco a pouco apago a vida em ti
O brilho dos teus olhos – opaco
O grito dos teus lábios – já fraco
E tudo o que resta – um naco
Daquilo que um dia sorriu em ti
Vou de cortar lentamente
Em muitas partes, em muitos ramos
E se te corto é porque te amo
E só me alimento de ti
Vou de cortar lentamente...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A Fábula dos Pesadelos

Johann Heinrich Füssli
" Pesadelo
"

"Once I had a dream
And this is it"

(Nightwish - Dark chest of wonders in "Once")



Er' uma vez queda final em tristes relvas
Gente comendo carne e vomitando trevas
Expectros tão doentes de temáticas falhas
Com' uma modona triste, das vis batalhas

Er' uma vez medo preso e proibido ruir
Bestas são portais de o Quimérico fluir
Medo escabroso palpitando fundo o peito
Fio de prata que avista o mortal em seu leito

Er' uma vez Quiméras tão horrendas, tão alegóricas
Sonhar de dias ruins, de obras categóricas
Er' uma vez um Amor tão próximo, tão esgotado

Ao que se soltam os dedos, quão arrebatado
Er' uma vez o amanhecer mau que não reluz
Tempestuoso Mar das Sombras - nenhuma Luz!

Brumas Negras

Um mundo que gera tanto fascínio quanto temor.